Lilith – Boris Vallejo

 

 

mitologia dos mundos inferiores

 

 

propostas:

o papel dos instintos no ser humano

o lugar do corpo e sua relação com arquétipos e a psique

a violência do cristianismo contra o corpo

o corpo e os instintos nas mitologias das civilizações anteriores

 

descrição:

a sociedade atual desprezou os mundos inferiores. enxerga-se-lhes como algo a ser evitado. o cristianismo pintou-os de negro e chamou-lhes infernos.

as sociedades antigas, por outro lado, respeitavam esses estratos da existência e prestavam-lhes culto para aproximarem-se de sua profundidade e dividirem apelo de alma para com esses deuses do subterrâneo.

a palavra inferior perdeu seu sentido de “em baixo”, para significar “menos valoroso”.

essas condições subjugaram tudo o que é feminino – o corpo, as sensações, as emoções, os sentimentos, a sexualidade, os instintos – substituindo-os pelos valores masculinos: o machismo e o feminismo e negando-lhes acesso ao cotidiano (espaço da compreensão real). esta palestra tem por objetivo ajudar os partícipes a vislumbrar todos esses valores perdidos e reintegrá-los no rol de possibilidades de vivência.

realizar-se-á tal tarefa pela contemplação das estórias dos deuses e, sobretudo, das deusas dos mundos do embaixo; os belos gregos: quíron, deméter, perséfone, hades, plutão e dioníso; o herói édipo; a heroína psiquê; as poderosas babilônicas inana e ereshkigal; os profundos egípcios: set, osíris e ísis; e, sobretudo, a mais grandiosa deusa de todos os tempos: a babilônica lilith.

a palestra tem um objetivo especial para terapeutas, já que trata de extratos não-verbais da psique e de técnicas igualmente não-verbais de tratamento em terapias.

 

 

fernando cavalher

CRT 37016

 

 

 

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